Manhã de domingo

Escrito na tarde de 26 de Julho de 2026
Selo LIVRE DE IA
Melancolia Poema Poesia Poesia Contemporanea

Maria Eduarda Silva Martins

@maria

Graduada em Letras e mestranda pelo programa de Estudos Literários da Universidade Federal de Minas Gerais. Dedico minha vida à poesia, dela vivo, rio, choro e me reinscrevo nesse mundo. É pela palavra que me faço e leio os outros.

Manhã morna de domingo. O sol das nove ilumina feixes de esperança. Em minha boca o gosto do café e do cigarro. O mundo tem me assombrado. Os homens fazem guerra de novo. Vi a fome outro dia aqui na esquina. Às vezes lembro dos sonhos de menina. Já vivi algumas vidas. Sonhei com cantigas de amor. Manhã morna de domingo. Sentir minha pele, sentir minha dor. Mãe, me dá teu colo? Os homens fazem guerra lá fora de novo. Fome mãe, a fome… Deus nos abandonou. A vida mãe, termina. A tua vida mãe, o que seria sem a minha? Às vezes me lembro dos meus sonhos de menina. A poesia mãe, a poesia! Naquele pôr do sol de domingo. Naquele menino que não sabia que sentia fome. Nessas palavras sem rumo, guiadas por tudo aquilo que em mim ficou. Meu vestido branco banhado em vinho. Meu espírito destruído. Sou um grito dolorido. Manhã fria de domingo. Me escondo debaixo do cobertor. Acho que os homens lá fora querem guerra de novo. Perdão, senhor. 

Maria Martins - 26/07/2026


Modo Foco

PDF

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Referência ABNT

EDUARDA SILVA MARTINS, Maria. Manhã de domingo. Plataforma Livre Dia, 26 jul. 2026. Disponível em: <https://livredia.com.br/texto/758/>. Acesso em: 29 2026.

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Ciniro Nametala Autor Verificado Administrador

3 meses atrás

"Naquele menino que não sabia que sentia fome." -> forte.

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